EP aborda autonomia e encerra um ciclo iniciado há 8 anos com Gradientes
Sabe quando você entende que necessita de uma mudança interior, e a partir disso recorre a caminhadas passadas para compreender que só assim pode seguir por outros caminhos? É assim que Bface se apresenta em seu novo projeto.
Diretamente da cena underground de Curitiba, o rapper, produtor musical e DJ retorna aos holofotes com seu novo EP, Nigredo. Este é o primeiro lançamento do cantor desde o álbum Paciência (2024). Conhecido por transitar pelo soul, rap, jazz e MPB, Bface busca neste novo trabalho abordar transformações, autonomia e a análise de sua trajetória ao longo dos anos de carreira.
Nigredo é a primeira etapa da alquimia — o estágio de decomposição da matéria antes de qualquer transformação real acontecer. É a máxima de que algo precisa morrer para que o novo possa nascer. Foi ao mergulhar nos estudos de Carl Jung, alquimia e psicologia que o artista encontrou um conceito de nomearia algo futuro. Durante o processo de autoanálise, Bface refletiu sobre seu trabalho e notou um padrão: “Percebi que estava batendo muito em cima de questões introspectivas. Entendi que essa busca de respostas e as coisas que eu enfrentei fazem parte de um nigredo, pois, processando esses sentimentos, eu posso estar passando pra próxima fase da minha carreira”. Ao longo das cinco faixas, o artista revisita lugares já explorados em trabalhos anteriores, resumindo sua trajetória até aqui e coloca em prática, na própria estrutura do EP, o conceito de Nigredo.
“Se quer doses do que é rap, então topa! Cola na minha city pra saber como funciona”, BFACE
A ideia do projeto é de uma produção necessariamente solo e autoral, fugindo de algo planejado e mesclando beats recentes com outros mais antigos. O EP fecha com “Deixa Eu Fazer Meu Som”, mas, na verdade, esta foi a primeira música composta e que deu origem a todo o projeto. Nela está a única colaboração do EP, com beat de LYONe, parceria que remonta ao álbum Gradientes (2018), nas músicas “Bollywood” e “Dualidade”. "É muito raro eu cantar em beat de outros produtores; ele é um dos que eu mais cantei, fora os meus próprios beats." enfatiza Bface.
Referência direta à música Documentário do rapper Kamau, não só a ultima faixa, como o EP como um todo carrega elementos de Live Laugh Love (2025), de Earl Sweatshirt, e HEELS HAVE EYES 2, de Westside Gunn. A escolha de deixar como faixa final aquela que deu origem a todo o projeto sugere que o rapper já entendia que precisava atravessar esse processo para, então, expor esse sentimento a outros artistas, especificamente de Curitiba. "Acho que preciso deixar bem claro pras pessoas qual o intuito desse projeto. A expectativa é que chegue bastante em artistas, acho que é muito importante especialmente para artistas, por essa relação com a cidade que conduz o projeto", afirma Bface.
O conceito também resume a identidade visual. Enquanto o preto consome a capa com a escuridão, o laranja aparece como chama promovendo a transformação da matéria. A estética da capa também bebe de referências gráficas de discos de reggae e músicas tradicionais africanas dos anos 1970, que Bface buscou homenagear. "A vibe da capa foi muito inspirada nas capas de discos jamaicanos e africanos, ou até de músicas de fora da Europa e dos Estados Unidos. Homenageei esse design gráfico. Eles trabalhavam de uma maneira mais solta nas composições, e eu trouxe isso pra capa", conta o artista.
Olhar para trás e refletir toda sua trajetória, faz mais sentido agora sabendo onde quer chegar, pois ela já vislumbra o futuro. Com o encerramento desse ciclo, talvez seja a hora de deixar esse tom introspectivo que marcou boa parte de sua carreira até aqui, dando espaço para explorar novas narrativas: "Pretendo fazer músicas mais animadas, mais tranquilas, mais pra galera curtir e se amar. Não tem nada desse tipo de sentimento trabalhado nas músicas do EP", complementa, pronto para explorar histórias que ele mesmo não viveu, assim abrindo espaço para novos horizontes.
Nigredo já está disponível em todas as plataformas digitais. Aproveite para navegar por outros projetos de Bface, descobrir novas músicas e conhecer artistas locais que também movimentam a cidade.
“Se quer doses do que é rap, então topa! Cola na minha city pra saber como funciona”, BFACE
Ficha Técnica
Faixas 1,2,3 e 4 prod. Bface
Faixa 5 prod. LYONe
Mixado por Bface, master e revisão por Zak Beatz
Prod. executiva Bface
Foto por ObraboMaycon
Design. Bface

EP aborda autonomia e encerra um ciclo iniciado há 8 anos com Gradientes
Sabe quando você entende que necessita de uma mudança interior, e a partir disso recorre a caminhadas passadas para compreender que só assim pode seguir por outros caminhos? É assim que Bface se apresenta em seu novo projeto.
Diretamente da cena underground de Curitiba, o rapper, produtor musical e DJ retorna aos holofotes com seu novo EP, Nigredo. Este é o primeiro lançamento do cantor desde o álbum Paciência (2024). Conhecido por transitar pelo soul, rap, jazz e MPB, Bface busca neste novo trabalho abordar transformações, autonomia e a análise de sua trajetória ao longo dos anos de carreira.
Nigredo é a primeira etapa da alquimia — o estágio de decomposição da matéria antes de qualquer transformação real acontecer. É a máxima de que algo precisa morrer para que o novo possa nascer. Foi ao mergulhar nos estudos de Carl Jung, alquimia e psicologia que o artista encontrou um conceito de nomearia algo futuro. Durante o processo de autoanálise, Bface refletiu sobre seu trabalho e notou um padrão: “Percebi que estava batendo muito em cima de questões introspectivas. Entendi que essa busca de respostas e as coisas que eu enfrentei fazem parte de um nigredo, pois, processando esses sentimentos, eu posso estar passando pra próxima fase da minha carreira”. Ao longo das cinco faixas, o artista revisita lugares já explorados em trabalhos anteriores, resumindo sua trajetória até aqui e coloca em prática, na própria estrutura do EP, o conceito de Nigredo.
“Se quer doses do que é rap, então topa! Cola na minha city pra saber como funciona”, BFACE
A ideia do projeto é de uma produção necessariamente solo e autoral, fugindo de algo planejado e mesclando beats recentes com outros mais antigos. O EP fecha com “Deixa Eu Fazer Meu Som”, mas, na verdade, esta foi a primeira música composta e que deu origem a todo o projeto. Nela está a única colaboração do EP, com beat de LYONe, parceria que remonta ao álbum Gradientes (2018), nas músicas “Bollywood” e “Dualidade”. "É muito raro eu cantar em beat de outros produtores; ele é um dos que eu mais cantei, fora os meus próprios beats." enfatiza Bface.
Referência direta à música Documentário do rapper Kamau, não só a ultima faixa, como o EP como um todo carrega elementos de Live Laugh Love (2025), de Earl Sweatshirt, e HEELS HAVE EYES 2, de Westside Gunn. A escolha de deixar como faixa final aquela que deu origem a todo o projeto sugere que o rapper já entendia que precisava atravessar esse processo para, então, expor esse sentimento a outros artistas, especificamente de Curitiba. "Acho que preciso deixar bem claro pras pessoas qual o intuito desse projeto. A expectativa é que chegue bastante em artistas, acho que é muito importante especialmente para artistas, por essa relação com a cidade que conduz o projeto", afirma Bface.
O conceito também resume a identidade visual. Enquanto o preto consome a capa com a escuridão, o laranja aparece como chama promovendo a transformação da matéria. A estética da capa também bebe de referências gráficas de discos de reggae e músicas tradicionais africanas dos anos 1970, que Bface buscou homenagear. "A vibe da capa foi muito inspirada nas capas de discos jamaicanos e africanos, ou até de músicas de fora da Europa e dos Estados Unidos. Homenageei esse design gráfico. Eles trabalhavam de uma maneira mais solta nas composições, e eu trouxe isso pra capa", conta o artista.
Olhar para trás e refletir toda sua trajetória, faz mais sentido agora sabendo onde quer chegar, pois ela já vislumbra o futuro. Com o encerramento desse ciclo, talvez seja a hora de deixar esse tom introspectivo que marcou boa parte de sua carreira até aqui, dando espaço para explorar novas narrativas: "Pretendo fazer músicas mais animadas, mais tranquilas, mais pra galera curtir e se amar. Não tem nada desse tipo de sentimento trabalhado nas músicas do EP", complementa, pronto para explorar histórias que ele mesmo não viveu, assim abrindo espaço para novos horizontes.
Nigredo já está disponível em todas as plataformas digitais. Aproveite para navegar por outros projetos de Bface, descobrir novas músicas e conhecer artistas locais que também movimentam a cidade.
“Se quer doses do que é rap, então topa! Cola na minha city pra saber como funciona”, BFACE
Ficha Técnica
Faixas 1,2,3 e 4 prod. Bface
Faixa 5 prod. LYONe
Mixado por Bface, master e revisão por Zak Beatz
Prod. executiva Bface
Foto por ObraboMaycon
Design. Bface

