quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Entenda o “tapetaço” ocorrido na última plenária do Departamento de Comunicação

Ilustração: Folha de São Paulo

O curso de Relações Públicas contou com dois votos irregulares e garantiu o direito à vaga de professor no próximo concurso público voltado ao DECOM

A plenária do Departamento de Comunicação, ocorrida nesta terça-feira (14), decidiu por 12 votos a 11 que a próxima vaga de concurso público para professor irá para o curso de Relações Públicas. E estaria tudo bem, se a votação não tivesse contado com dois votos irregulares para RP.

Em uma tentativa de “puxar o tapete” e dar aquele “jeitinho”, uma manobra um tanto arriscada foi realizada. Duas alunas calouras de Relações Públicas teriam ingressado na chamada virtual em que ocorria a votação e registraram votos favoráveis ao próprio curso. A participação é considerada irregular pelo Regimento Geral da UFPR, que estabelece que os alunos com direito a voto nas plenárias departamentais devem ser previamente indicados pelo Diretório Acadêmico — o que não ocorreu.

Entre os professores, o resultado foi favorável ao curso de Jornalismo, por 11 votos a 9. Com a inclusão dos dois votos irregulares, o placar teria empatado, levando a decisão ao voto de minerva da chefe do departamento, Juliana Barbosa, que optou por Relações Públicas.

Como cada um votou na plenária

  • A favor de Jornalismo

Elson Faxina

Valquíria John

Luciana Panke

José Carlos Fernandes

Mário Messagi (ex-coordenador de JOR)

Toni Scharlau (atual coordenador de JOR)

Rosângela Stringari (vice-coordenadora de JOR)

Ayumi Shibayama

Myrian Del Vecchio

Ana Caroline de Bassi

Ary Azevedo Jr.

  • A favor de Relações Públicas

Tatiana Veiga (presidente do DACOS)

Cláudia Quadros

Vírginia Leal

Carla Rizzotto

Camila Quesada

Luís Santos

Regiane Ribeiro (atual diretora do SACOD)

Juliana Barbosa (chefe do DECOM)

Marcelo Garson (ex-vice coordenador de JOR)


Como fica evidente, sem os dois votos irregulares, a votação teria ficado a favor de Jornalismo. Segundo fontes do DACOS, a irregularidade já foi identificada e o Departamento irá avaliar se voltará atrás na decisão da plenária. Mas é claro que a dor de cabeça institucional foi inevitável, com fontes relatando um clima amargo no behind the scenes entre professores.

Agora, paira ainda uma nuvem de dúvidas sobre este caso cheio de camadas trágicas e cômicas. O link para as plenárias circula apenas internamente entre o DACOS, Departamento e professores. Quem enviou para as calouras?
E outra: quem as teria incentivado a participar da reunião, levando-as a agir irregularmente?

É muito difícil imaginar que duas pessoas que acabaram de chegar e mal conhecem o Departamento tomariam esta atitude de livre e espontânea vontade. Em nota oficial, a Gestão SOMA lavou as mãos e disse não ter nada a ver. A responsabilidade foi repassada para uma docente do curso de RP, que este jornal não irá citar pela ausência de um setor jurídico (ba dum tss).

Piadas à parte, os próximos capítulos desta novela tragicômica você acompanha aqui, no Pauta Clandestina — o jornal de trincheira do Departamento de Comunicação.

Até mais.

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